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Minha história

A política não foi o começo. Foi a consequência.

Antes do mandato existiram a casa simples, a padaria às três da manhã, a escola pública, o voluntariado de doze anos e uma comunidade inteira chamada Campo Grande.

Higor Diego
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Filho de faxineira e de vigilante

Higor Diego Ralla nasceu em 24 de outubro de 1986, em Campinas, e viveu toda a infância no Distrito do Campo Grande. A mãe, faxineira, o levava junto para o trabalho e para as oficinas comunitárias do CRAS Dandara, onde mulheres dividiam material, conhecimento e cuidado com as crianças. Ali ele viu, antes de saber o nome disso, o que é uma rede de apoio.

O pai veio de Osasco para servir ao Exército, trabalhou na Pirelli e investiu a rescisão numa pequena padaria no Jardim Florence. A rotina da família começava às três da manhã: enquanto a cidade dormia, eles preparavam o pão do dia. Foi ali que Higor aprendeu que ninguém constrói uma vida só com sonhos; é preciso disciplina, constância e responsabilidade.

A formação foi inteira na rede pública: creche João Vialta, escolas Taliba Nogueira e Álvaro Cotomacci, ensino médio na Elvira de Pardo Meo Muraro. Adolescente, entregou panfleto, foi servente de pedreiro ao lado do sogro e nunca enxergou profissão nenhuma como algo pequeno.

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As perdas que obrigaram a amadurecer

Ainda jovem, Higor enfrentou duas perdas que mudaram a sua história. A mãe, que convivia havia anos com problemas cardíacos, sofreu um infarto durante uma viagem. Pouco depois, o pai, que então trabalhava como vigilante, foi baleado durante um assalto a uma agência dos Correios e não resistiu.

Em pouco tempo, perdeu o pai e a mãe. Foi a irmã, Sheila, quem assumiu o cuidado da família. Quando hoje ele fala sobre valorização da mulher, essa visão não nasceu em debate público: nasceu dentro da própria casa.

Fé e família

Renata, Luan e Laura. E a fé que sustenta tudo.

Higor conheceu a Renata aos dezesseis anos, na escola do bairro. Descobriram cedo que seriam pais e, em vez de fugir, construíram juntos: primeiro o Luan, anos depois a Laura. A Renata não é coadjuvante dessa história; foi coautora dos doze anos de trabalho voluntário que vieram antes de qualquer mandato.

Evangélico, Higor coloca a fé no centro da vida: é dela que vêm a esperança, a gratidão e o senso de propósito que atravessam a família e o trabalho público. Antes de qualquer cargo, ele se define do mesmo jeito: um homem de família.

Servir era pra ser a missão da vida toda. A política só ampliou o alcance.

Álbum de família

A família de perto

Antes de qualquer cargo, um homem de família. A Renata, o Luan e a Laura, e a caminhada que começou lá no Campo Grande.

Higor com a esposa Renata e os filhos Luan e Laura
Higor e o filho Luan, vestindo a camisa do Brasil
Higor com os filhos Luan e Laura
A família reunida
Higor e a filha Laura
Higor e Renata, no começo da história
Comemoração em família
Higor e Renata numa festa junina
Higor e Renata na praia
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Doze anos de voluntariado antes de qualquer voto

Aos dezoito anos, aprovado no Programa Escola da Família, Higor virou educador universitário: a bolsa pagou a faculdade de Tecnologia da Informação e os fins de semana viraram aula de informática para crianças, jovens, adultos e idosos. O voluntariado deixou de ser obrigação e virou escolha.

Da inquietação com uma região de mais de 120 mil moradores que só aparecia no noticiário pelas más notícias, nasceu o Campo Grande Info: um portal para mostrar o que acontecia nos bairros, que logo virou rede de WhatsApp e ponto de apoio da comunidade. Por doze anos, Higor e Renata conectaram quem precisava de ajuda a quem podia ajudar: cadeiras de rodas, camas hospitalares, doações, orientação sobre benefícios.

Na pandemia, essa rede virou o Gabinete do Povo: transmissões ao vivo explicando decretos, vacinação e serviços públicos, enquanto a comunidade mobilizava alimentos e medicamentos. A pandemia não criou a liderança; só a tornou visível.

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Da tecnologia para a política

Formado em TI, construiu carreira em empresas ligadas à educação, clubes e laboratórios de análises, sempre com a mesma convicção: tecnologia não existe para automatizar tarefas, existe para facilitar a vida das pessoas.

O primeiro contato com a política institucional veio pelo gabinete da vereadora Neuza do São João, onde entendeu que existiam problemas que só o poder público resolve. Depois, na IMA, empresa de tecnologia da Prefeitura, visitava unidades como o centro de saúde do DIC e a UPA Padre Anchieta para observar os processos antes de propor qualquer solução. O método que usa até hoje nasceu ali: primeiro escutar e entender, depois propor.

Linha do tempo

Do Campo Grande para São Paulo

  1. 1986 Nasce em Campinas, criado no Distrito do Campo Grande
  2. 2004 Educador do Programa Escola da Família aos 18 anos; bolsa para cursar TI
  3. 2008 Começa o trabalho voluntário que duraria doze anos ao lado da Renata
  4. 2012 Campo Grande Info: o portal da comunidade que virou rede de apoio
  5. 2020 Gabinete do Povo na pandemia; eleito com 7.670 votos, 2º mais votado de Campinas
  6. 2022 30.783 votos para deputado estadual na primeira tentativa
  7. 2024 Reeleito vereador com 11.391 votos, a 3ª maior votação da cidade
  8. 2026 Candidato a deputado estadual pelo Republicanos

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Deputado Estadual 10200

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